O mercado imobiliário do Distrito Federal tem mantido performance positiva a despeito do cenário econômico nacional, em que a manutenção dos juros altos e o aumento da incerteza na esfera fiscal adia a tomada de decisão por novos investimentos no setor. Dados da pesquisa Índice de Velocidade de Vendas (IVV) mostram a venda de 354 unidades no mês de maio, levando o indicador a 7,4%. A oferta de imóveis novos caiu e acumula 4.783 unidades – em maio, foi registrado o lançamento de um novo empreendimento na Asa Norte.
“O mercado do DF segue respondendo à conjuntura de forma positiva. Mesmo com o panorama adverso, com juros altos e pouca clareza de como serão resolvidos os desafios fiscais do país, temos mantido vendas positivas, regulando o estoque disponível”, avalia Celestino Fracon Júnior, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI DF). “Um IVV de 7,4% demonstra que as pessoas seguem desejando a casa própria e priorizando esse investimento”, acrescenta.
Vice-presidente da Indústria Imobiliária no Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), João Carlos de Siqueira Lopes analisa que o segmento residencial demonstra uma notável resiliência e sinais consistentes de valorização. “Apesar das flutuações, as vendas seguem em movimento, e a análise de dados como o valor ponderado médio por metro quadrado evidencia um claro crescimento, refletindo o interesse e a confiança dos compradores na solidez do investimento imobiliário local”, destaca. “Em paralelo, a prudência dos empreendedores se manifesta na estratégia de novos lançamentos. Observa-se uma menor quantidade de lançamentos no mercado, o que contribui para um ambiente de absorção saudável do estoque existente e evita a superoferta, garantindo a sustentabilidade e a valorização contínua dos ativos”, explica.

Termômetro do mercado – Iniciativa conjunta da ADEMI DF com o Sinduscon-DF, a pesquisa Índice de Velocidade de Vendas é realizada pelo Opinião Informação Estratégica, com apoio da regional no DF do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE DF):
- O Índice de Velocidade de Vendas é uma sondagem mensal junto às construtoras e incorporadoras mais representativas do Distrito Federal, funciona como um termômetro do mercado imobiliário e mede o ritmo de venda das empresas: quanto mais alto o índice, menor foi o tempo necessário para vender as unidades dos empreendimentos no mês.
- Um Índice de Velocidade de Vendas mensal de até 2% traduz um mercado saudável e com ritmo de vendas positivo: quando o indicador está acima deste patamar, demonstra expansão mais acelerada na transação de imóveis. É um sinal da tomada de decisão do consumidor.
- Criada há 10 anos, a pesquisa Índice de Velocidade de Vendas acompanha o desempenho de imóveis residenciais verticais (apartamentos) e novos.

Segundo a pesquisa, em maio, as regiões com maior volume de vendas foram Planaltina, com 57 unidades; Noroeste, com 56; e Ceilândia, com 48 unidades. A pesquisa aponta, ainda, que 83% dos imóveis comercializados naquele mês estão em obra.

“Os resultados de maio, com redução do estoque e venda positiva, mostram que esse é um ótimo momento para comprar”, destaca o presidente da ADEMI DF. Na sua avaliação, a tendência é que o setor se mantenha positivo ao longo do segundo semestre, com estabilidade no fluxo de vendas.
O vice-presidente do Sinduscon aponta que a dinâmica do setor imobiliário abre um horizonte de grande potencial para futuros empreendimentos, especialmente no segmento econômico. “A redução na oferta de imóveis de menor valor é a demanda por habitação de qualidade e acessível permanece robusta. Essa lacuna entre oferta e procura no segmento econômico sinaliza uma oportunidade estratégica para incorporadoras que buscam atender a uma necessidade real do mercado, reforçando o compromisso com o desenvolvimento urbano e social de Brasília”, afirma.
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