Representantes da ADEMI DF e do Sinduscon-DF se reuniram nesta terça-feira (11/8), em Brasília, para discutir os principais desafios enfrentados pelas empresas da construção civil. As entidades apresentaram uma série de demandas que impactam diretamente no cronograma dos empreendimentos imobiliários e defenderam medidas para tornar os processos mais ágeis, transparentes e eficientes. Dentre elas: os processos de aprovação de projetos e de ligações provisórias de obras e procedimentos de habite-se/ligações definitivas de energia de novos empreendimentos.
Em pauta: a demora na análise e aprovação de projetos elétricos, considerada um dos principais gargalos enfrentados pelo setor na execução de ligações provisórias de novas obras. O presidente da ADEMI DF, Celestino Fracon Júnior, destacou também a morosidade/complexidade relacionada à emissão do habite-se, em razão dos prazos para atendimento pela concessionária.
Outro tema discutido foi a implantação de nova norma técnica para reger o segmento. Segundo Celestino, as características urbanísticas e fundiárias de Brasília exigem soluções específicas. “Brasília tem características muito específicas. O alto custo do terreno exige soluções compatíveis com a realidade do Distrito Federal. A aplicação dessa nova norma como está pode inviabilizar empreendimentos de interesse social e comprometer a produção habitacional que a cidade precisa”, afirmou.
Outro pleito apresentado foi a criação de um portal para acompanhamento da tramitação dos processos, permitindo maior transparência e previsibilidade às empresas. Também voltou à pauta a elaboração de cartilhas técnicas específicas para cada segmento da construção, iniciativa anunciada há cerca de dois anos, mas que ainda não foi implementada.
A demora na realização das ligações provisórias também foi apontada como um entrave relevante. Segundo as entidades, em alguns casos a instalação de um poste com transformador pode levar até oito meses, comprometendo o início das obras e o cronograma dos empreendimentos.
Durante a reunião, representantes da construção civil também manifestaram preocupação com a elevada rotatividade dos profissionais da concessionária que atendem o setor e com a limitada autonomia de determinados funcionários. Esses fatores, segundo o setor, dificultam a tramitação dos processos.
O novo presidente da Neoenergia Brasília, André Santos, reconheceu os desafios apresentados e se comprometeu a avaliar as demandas levadas pelas entidades. Como encaminhamento, ficou definida a realização de reuniões periódicas entre a concessionária, a ADEMI DF e o Sinduscon-DF para acompanhar a evolução dos temas e construir soluções conjuntas para aprimorar o atendimento ao setor da construção civil no Distrito Federal.