REAQUECIDO, MERCADO IMOBILIÁRIO DO DF SINALIZA SUPERAÇÃO DA CRISE E EXPANSÃO APESAR DA COVID-19

26 Maio 2021

Por Eduardo Aroeira Almeida, engenheiro civil e presidente da ADEMI DF

Iniciada em 2019, a retração da economia brasileira ainda não foi superada, mas o mercado imobiliário do Distrito Federal tem dado sinais de reaquecimento durante a pandemia pelo novo coronavírus. O cenário de incertezas criado a partir de 2020 impôs às empresas do setor um novo leque de paradigmas de atuação, fortalecendo ainda mais suas práticas de segurança e saúde do trabalhador, assim como acelerando o processo de digitalização.

Enfrentado como oportunidade, o desafio de manter as atividades no ambiente criado pela crise sanitária gerou como resultado a recuperação do nosso segmento: nesses 14 meses de pandemia, mais imóveis residenciais foram lançados e vendidos no DF, estabelecendo recordes para o setor. Em síntese, isso significa conforto e segurança para famílias de todas as classes sociais, emprego com carteira assinada para o trabalhador, arrecadação de impostos para o poder público e desempenho positivo para as empresas.

Nesse período, a incorporação imobiliária teve impacto significativo na criação de empregos pela construção civil, que gerou 20 mil novos postos de trabalho diretos e outros 60 mil indiretos. O mercado imobiliário tem comprovado sua vocação para combinar de forma virtuosa o bem-estar da população com o desenvolvimento econômico do país.

Essa equação é característica de um setor que carrega o sonho das pessoas também no DF: seja o sonho da casa própria com qualidade, seja o sonho do emprego digno, marcas das empresas associadas à ADEMI DF, que atuam de forma legal e com as melhores práticas construtivas, sempre respeitando as leis, seus colaboradores, fornecedores, parceiros e o consumidor.

Reorganização social – É inegável que a pandemia da Covid-19 ressignificou a importância do imóvel. A demanda por isolamento social, assim como o trabalho e a educação à distância criaram a necessidade de adaptar a casa de cada um. Pensado para o descanso, o lar passou a ser também espaço para o aprendizado e exercício profissional das famílias, induzindo a decisão pela compra do primeiro imóvel ou a busca por imóveis maiores. A pandemia também não impediu a formação de novas famílias nem o desejo pela experiência de morar sozinho.

Todos esses movimentos de organização social para enfrentar o vírus impactaram o mercado imobiliário de forma positiva, combinados com mudanças importantes também na oferta de financiamento imobiliário. Interessados em fazer girar a economia, os bancos públicos reconheceram a importância e a capacidade do mercado imobiliário na geração rápida e pulverizada de novos empregos em todo o país.

Para realizar esse potencial e impedir uma retração ainda maior durante a crise sanitária, tais instituições atualizaram suas linhas de crédito aumentando prazos de financiamento, reduzindo juros e introduzindo carências maiores. Também houve um importante processo de desburocratização. Na prática, o acesso ao crédito imobiliário tornou-se mais fácil e rápido e as prestações, mais módicas, passaram a caber no bolso de muito mais pessoas. Muitos bancos privados seguiram o exemplo, aumentando a concorrência e ampliando as possibilidades para o comprador.

No DF, venda de imóveis residenciais novos registrou números expressivos tanto no segmento econômico (até R$ 250 mil) quanto nos de médio e alto padrões. Regiões administrativas do DF como Planaltina, Samambaia, Santa Maria, Águas Claras e Noroeste, entre outras, têm registrado volumes significativos de lançamentos e vendas em um sinal claro da confiança tanto do empreendedor quanto do comprador.

Pandemias como a que atravessamos hoje impõem incertezas a todos e a decisão pela compra de um imóvel é o elo que fecha um grande ciclo de otimismo. Em momentos assim, cabe ao empresário apostar no seu negócio e ao comprador enxergar as boas oportunidades. É o que temos visto no DF nos últimos 14 meses, em que a cada mês o resultado se mantém positivo. Se as perdas impostas pela crise iniciada em 2014, cuja recuperação foi ensaiada em 2019, não foram totalmente revertidas, certamente podemos dizer que o mercado imobiliário parou de encolher.

Cidadania e emprego – Essa é uma tendência de grande relevância não apenas para esse 2021, em que os desafios da crise sanitária continuam postos, mas também, para os anos vindouros. A imunização da população do DF, que avança moderadamente, e as medidas que têm sido tomadas pelo poder público para movimentar a economia e gerar empregos tem no nosso setor uma alavanca potente e relevante. A vacinação de toda a população criará maior segurança para a sociedade como um todo e, principalmente, para que o setor produtivo possa avançar na geração de riquezas.

As empresas associadas à ADEMI DF têm mantido o ritmo de lançamentos e apostado na resiliência do mercado. Temos trabalhado com foco cada vez mais fechado nas necessidades do consumidor, observando com atenção os sinais indicadores do que se espera de um imóvel nesse novo tempo. Plantas mais arejadas, espaços de laser e convivência, paisagismo e conveniências são demandas fortalecidas pelo distanciamento social que devem pautar o futuro pós-pandemia.

Relacionamento virtual eficiente e presencial com normas de segurança mais robustas, redução da burocracia e digitalização de processos são os novos paradigmas nas transações imobiliárias em um mercado que caminha para o digital sem abrir mão do olho no olho que transmite segurança e credibilidade ao comprador. Nossas empresas estão prontas para esse novo tempo que já chegou e atentas aos desdobramentos desse novo normal.

Construir cidadania e bem-estar, com emprego digno e dentro da legalidade são as premissas que fazem do mercado imobiliário um dos segmentos de maior impacto econômico e social do DF. A ADEMI DF trabalha para que suas associadas sigam nesse caminho.

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