MERCADO IMOBILIÁRIO DO DF: OTIMISTA, EMPREENDEDOR DEMONSTRA PREOCUPAÇÃO COM A ALTA NOS CUSTOS DE INSUMOS

17 ago 2021

Empresários do mercado imobiliário do Distrito Federal avaliam que o setor seguirá aquecido em 2021, mas acompanham com atenção a alta continuada nos preços dos materiais de construção. Dados da segunda rodada da pesquisa Sondagem do Mercado Imobiliário do DF, iniciativa da Associação Brasileira de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI DF), mostram que 50% desses executivos preveem aumento da demanda nos próximos três meses e 55% apostam em melhora no volume de negócios. Entre os empresários ouvidos pela pesquisa, 95% apontaram o aumento dos custos com insumos como principal desafio do mercado neste momento.

“Nosso setor vem registrando desempenho positivo e consolidando sua retomada. O desabastecimento e aumento nos preços dos materiais pode impactar esse cenário e estamos acompanhando com atenção”, afirma Eduardo Aroeira Almeida, presidente da ADEMI DF. “A questão dos insumos é global, não atinge só o Brasil”, destacou.

O incorporador do DF também relatou ter encontrado dificuldade no fornecimento de insumos: 95% no aço; 45% nas louças; 35% no PVC; 35% no cobre; 25% no vidro e na madeira. Os insumos da construção têm sofrido altas continuadas durante o período da pandemia da Covid-19, cenário que impacta o setor em todas as regiões do país.

O levantamento apurou que 100% das empresas têm empreendimentos em obras e 95% têm imóveis à venda no momento. Realizada pelo Opinião Informação Estratégica, a Sondagem de Mercado é uma pesquisa qualitativa, com periodicidade trimestral, para medir tendências e expectativas do setor. São ouvidos executivos de incorporadoras e construtoras associadas da ADEMI DF – para aferir o panorama do segundo trimestre de 2021, foram ouvidos 20 empresários entre os dias 30 de junho e 08 de julho.

Ambiente de negócios – Entre os temas que geram preocupação, os empresários apontaram a insegurança jurídica (60%); o aumento na carga tributária (40%) e a falta ou alto custo na contratação do trabalhador qualificado (50%). O empreendedor também acompanha com atenção outros assuntos com impacto direto sobre o ambiente de negócios do Distrito Federal, como a desburocratização e simplificação de processos pelo poder público (95%) e o combate à ocupação ilegal de terrenos (75%).

“O empresário precisa de melhores condições para realizar seus investimentos e esta é uma bandeira histórica da ADEMI DF”, afirma o presidente da entidade. “Temos feito um trabalho intensivo para estimular melhores práticas, de forma que o poder público não se torne um obstáculo intransponível para a implementação de novos projetos, sempre dentro da lei e com as melhores práticas construtivas”.

Os resultados da Sondagem do Mercado Imobiliário indicam, ainda, que o empreendedor do DF está atento à pauta nacional. 95% dos executivos ouvidos para a pesquisa demonstraram cautela em torno do aumento da taxa Selic; 90% perante a reforma tributária e 65% com o desfecho da reforma a administrativa. “São assuntos decididos pelas autoridades federais, mas que têm impacto sobre a atividade de todo o setor produtivo”, justifica Eduardo Aroeira. “Juros e reformas são vetores considerados na decisão de realizar novos investimentos, refletem diretamente a expectativa em torno do futuro da economia”.

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