SETOR DA CONSTRUÇÃO GEROU 80 MIL NOVOS EMPREGOS DURANTE A PANDEMIA, MAS BUROCRACIA PODE ADIAR NOVOS LANÇAMENTOS

18 Maio 2021

O mercado imobiliário do Distrito Federal está aquecido e mostrando seu grande potencial gerador de riquezas: em meio à pandemia pelo novo coronavírus, a incorporação imobiliária teve impacto significativo na criação de empregos do setor da construção, que gerou 20 mil novos postos de trabalho diretos e outros 60 mil indiretos. Em 2021, o mercado imobiliário fechou o melhor primeiro trimestre dos últimos seis anos, com resultados positivos tanto nas vendas quanto no volume de lançamentos, movimento que pode ser influenciado pela manutenção da burocracia pelo poder público.

“Isso é um orgulho do nosso setor. No início da pandemia, nós tomamos todos os cuidados e seguimos trabalhando”, afirmou Eduardo Aroeira Almeida, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI DF), sobre a geração de empregos. Em entrevista ao programa CB.Poder, iniciativa do jornal Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília, exibido na terça-feira (18), ele destacou que o reaquecimento do mercado requer avanços na simplificação de processos junto ao poder público. “A burocracia atrapalha”, afirmou o executivo, destacando que o setor espera ver aprovada a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), cujo projeto ainda tramita na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

ASSISTA A ENTREVISTA AQUI

Conduzida pelo editor-executivo do Correio Braziliense, Vicente Nunes, a entrevista foi transmitida ao vivo. Na conversa, o presidente da ADEMI DF comentou o desempenho e desafios do mercado imobiliário, assim como explorou dicas para que o comprador interessado em adquirir a casa própria faça o melhor negócio. “O momento é bom para comprar imóvel”, avisou. Eduardo Aroeira recomendou alguns cuidados para garantir um bom negócio e a conquista da casa própria. “A primeira dica é procure. Hoje há diversos lançamentos, várias opções”, afirmou.

Valorização – O presidente da ADEMI DF também recomendou que o comprador investigue o histórico da empresa e como ela trata seus clientes; assim como verifique se o empreendimento de interesse está registrado em cartório de registro de imóveis. Outro fator, comentou, é o financiamento: com a diversidade do mercado, vale pesquisar a melhor taxa de juros. “Os bancos estão disputando os clientes”.

Durante a entrevista, Eduardo Aroeira comentou a valorização dos imóveis no Distrito Federal. “Dados da associação de bancos que financiam imóveis revelam que Brasília teve a segunda maior valorização do país, perdendo apenas para São Paulo. Nos últimos doze meses, Brasília teve uma valorização de 9,40% Isso significa que o imóvel tem sido uma valorização acima da inflação, que hoje em dia é muito difícil de se obter”, garante.

Para ele, a maior oferta de imóveis e de financiamento permite ao comprador encontrar uma opção que atenda suas necessidades e aderente ao seu orçamento, com garantia de retorno do investimento. “Eu costumo falar que a preocupação não deve ser com o preço e sim com a valorização. Quando um imóvel valoriza, você gera riqueza para a maioria da população. Quem é proprietário de imóvel, acaba ficando mais rico”, explica.

O presidente da ADEMI DF avalia que o recente aumento da taxa SELIC não terá impacto sobre o financiamento imobiliário. Segundo ele, hoje o comprador tem um conjunto maior de opções de financiamento, desde aquele que embute mais riscos até o mais previsível.

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Imprensa Ademi-DF

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