CBIC e Caixa avaliam operacionalização de medidas à construção

30 abr 2020

A Caixa Econômica Federal estuda adotar novas medidas de estímulo e desburocratização de processos para o mercado imobiliário, com o objetivo de oferecer às empresas ferramentas para atravessar os desafios impostos pela crise sanitária e preservar os empregos no setor da construção, assim como reduzir a necessidade de levar seus clientes às agências. O banco, que responde por 70% do financiamento imobiliário no país, estuda antecipar 20% dos recursos para o financiamento de novos empreendimentos e aprofundar a digitalização de processos, aceitando assinatura digital do comprador e do empreendedor no final dos procedimentos.

“Há um conjunto de processos que estavam previstos para 2021 e que poderão ser acelerados, dentro da lógica de oferecer o melhor atendimento em segurança”, explicou o diretor de Habitação da Caixa, Matheus Neves Sinibaldi. “A Caixa assina dois mil contratos por dia. A tendência é que contratos deixem de ser assinados apenas dentro da agência”, acrescentou. A Caixa planeja potencializar a prestação de serviços e atendimento por aplicativo.

Durante conversa mediada pelo presidente da Associação Brasileira de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI-DF), Eduardo Aroeira Almeida, o executivo do banco apresentou medidas para contribuir com os correntistas, tanto pessoa física quanto jurídica, no enfrentamento dos reflexos da chegada da COVID-19 ao Brasil. Transmitida pelo Instagram da entidade, (instagram.com/ademidf), a quarta edição virtual do ADEMI DF Debate contou com a participação de cerca de 130 pessoas.

“A Caixa vem tomando medidas com impacto social muito importantes, especialmente nesse momento em que ter uma casa para se proteger da pandemia é essencial. Quem ainda não tem uma casa pode dar esse passo agora e pagar só depois da crise”, avaliou o presidente da ADEMI DF. “Por outro lado, o banco tem oferecido às empresas linhas de crédito que nos permitem manter as atividades e preservar o emprego”, disse Aroeira.

Sinibaldi afirmou que o mercado imobiliário é estratégico para a Caixa. E traçou um panorama sobre o conjunto de medidas adotadas desde a eclosão da pandemia, em março: de lá para cá, foram disponibilizados R$ 150 bilhões, atendendo tanto pessoas físicas quanto empresas em diversos segmentos e flexibilizados prazos de pagamento. O setor da construção terá R$ 43 bilhões desse montante para crédito imobiliário.

“Outra preocupação é a preservação do emprego. Com essas medidas na área de habitação nós queremos preservar 1,2 milhão de empregos associados às obras com recursos da Caixa”, disse Sinibaldi. Segundo ele, o objetivo do banco é que as empresas do setor continuem trabalhando no mesmo ritmo que vinham antes da crise, mantendo os trabalhadores. Segundo ele, o banco vai renegociar contratos com mais de 60 dias de atraso e prorrogou avaliações de crédito por 60 dias.

Em outra sinalização para melhorar o ambiente de negócios em meio ao distanciamento social, a Caixa decidiu aceitar a medição de obras por meio digital, com o envio de fotos e documentos, abrindo mão da vistoria presencial temporariamente. “Nossa expectativa é que o setor saia fortalecido, pois não desacelerou. E tenho que dar os parabéns à ADEMI DF e às empresas pelo esforço de garantir segurança ao trabalhador do setor”.

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Imprensa Ademi-DF

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